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LITERATURA – “Papillon: o homem que enganou o mundo”


O jornalista e fotógrafo Platão Arantes lançou recentemente a nova edição do livro “Papillon: o homem que enganou o mundo”, cuja primeira edição saiu em 2001. Na obra, ele defende que René Belbenoît é o verdadeiro autor do livro “Papillon”, sucesso de vendas que contribuiu para o fechamento de um famoso presídio na Guiana. Arantes afirma ainda que Belbenoît, o Papillon, viveu e morreu no município de Normandia, em Roraima.

O livro do jornalista ganhou força e nova edição após a comprovação feita pela Polícia Federal (PF), por meio de comparação de fotos em um trabalho que demorou seis meses, de que realmente Belbenoît, morto em 1973, estaria enterrado na vila Surumu, no município de Pacaraima, com o nome de René Schehe. Arantes pesquisa sobre o assunto há 16 anos. Ele é autor também do livro “A Farsa de um Papillon – A História que a França Quer Esquecer”, lançado em 1999.

A comprovação feita pela PF foi assunto de matéria da revista ISTOÉ, intitulada “A verdadeira história de Papillon”.

Para saber um pouco mais sobre a obra recém-lançada entrevistamos Platão. Confira!

Por que o interesse por Papillon?

Depois de assistir ao filme “Papillon”, li os livros “Papillon” e “Banco”, ambos assinados por Henri Charrière. Neles percebi distorções absurdas em relação ao filme. Em 1993, fui convidado pelo jornalista Sócrates Arantes, meu irmão, na época assessor de comunicação da então prefeita Teresa Surita, para vir trabalhar em Roraima. Quando cheguei ouvi muitos comentários de que Papillon e seu bando, após a fuga, se refugiaram em Roraima, onde viveram até a morte. A curiosidade me fez pesquisar!

Foto de René Schehe, que seria, conforme a PF e Arantes, René Belbenoît, o verdadeiro Papillon, autor de importantes livros

Conte-nos como foi o processo de coleta de informação e quais as principais fontes pesquisadas para escrever o livro.

Entrevistei pessoas que conviveram direta ou indiretamente com Papillon em Roraima. A principal fonte deste meu trabalho foram os documentos disponíveis à leitura pública encontrados nos arquivos da Guiana e os depoimentos que coletei nos últimos anos. Contudo, algumas obras foram importantes para uma delimitação dos ambientes geográfico e histórico em que se movimenta o meu objeto de estudo.

O que as pessoas podem esperar do livro?

O jornalista e fotógrafo Platão Arantes pesquisa o assunto há 16 anos

Todos que leram meus livros fizeram questão de me parabenizar. Pelo andar da carruagem, o livro será adaptado para o cinema. Através dos livros entrei na “Academia de Letras do Brasil” e recentemente recebi o Título Doutor em Filosofia Universal Ph.l. – Filósofo Imortal Honoris Causa em reconhecimento à minha produção univérsica Filósofo/Literária de repercussões internacionais.

Onde é possível adquiri-lo?

Neste exato momento, apenas no site http://www.agbook.com.br/book/42514–Papillon

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38 comentários

  1. drdmt disse:

    Todo filme sofre adaptações,todo livro biográfico envolvendo temas polêmicos também passa por isso.

    Papillon saiu como conhecemos por exigência do editor Robert Laffont, que preferiu divulgar como real uma história que Charriére havia adaptado com base em sua vida e em outras narrativas.

    Basta ler DRYGUILLOTINE e HELL ON TRIAL de René Belbenoit, para verificar que ele nadatem aver com Henri Charriére, são duas pessoas e seus livros são 4 livros totalmente diferentes e seria impossível Belbenoit escrever BANCO, já que não viveu na Venezuela.

    Arantes poderia ter escrito uma história interessante sobre um outro prisioneiro RENÉ SCHER, que viveu no Brasil e comcerteza viveu também histórias semelhantes ou pode ter tido algumas das suas aproveitadas em Papillon.

    Chamar um autor como HENRI CHARRIERE QUE REALMENTE FOI UM PRISIONEIRO NA GUIANAde farsante e tudo o mais, coisaque já é esclarecida de longa data, é ser ainda mais mentiroso que ele.

    Só mesmo no Brasil uma história tão sem pé nem cabeça e com provas tão frágeis ser considerada como verdadeira.

    1. Equipe Blog disse:

      Esse é um debate estimulante!
      Obrigado pela mensagem e por visitar nosso blog!

  2. drdmt disse:

    Ah, sim, tenho notado que todos os que estão defendendo essa história absurda no Brasil são amigos ou da região de arantes, ou são brasileiros…

    BAIRRISMO E VERDADE NÃO COMBINAM, desculpe por confiar em seu site, com meu direito a nickname, e passe bem.

    1. Equipe Blog disse:

      Caro leitor,
      É reservado ao autor a responsabilidade por suas teorias. O tema de Papillon faz parte das histórias que correm pelo estado brasileiro de Roraima.
      Estamos à disposição para publicar sua versão, caso tenha interesse.
      Atenciosamente,
      Equipe Blog Teresa

  3. André neesken disse:

    Sem tentar ser pretensioso, sou filólogo, tradutor, professor de línguas neo-latinas e profundamente apaixonado pelo “bagne” francês.Resido há 32 anos na França. Li tudo o que há de documentos, livros do Charrière, do Belbenoît, do Villiers, do Schmitz,do Didier…

    Este sr Arantes afirma que Charrière diz que passou treze anos em El Dorado? 13 anos de CADEIA EM GERAL, 2 dos quais em El Dorado! Diz que o tal Schehr, no nome da mãe, tirou o”Bel”! Que ignorância flagrante! Estes nomes são como Silva e Souza no Brasil, a saber : Saint Benoît (por exemplo)= (SãoBenedito) qui signifie « béni », c’est-à-dire « béni par Dieu » ; littéralement bene (bien) et dictus (…significa “bendito, quer dizer “bendito por Deus”, literalmente BENE (BEM), DICTUS (DITO), daí, Benedito=bendito e Belbenoît, algo como”Belo Benedicto”. René Schehr era outro bagnard,apenas. Como Belbenoît, e como Guillaume, e Charrière.

    Não desejavam, obviamente serem encontrados ou identificados.

    Prosseguindo, o Sr Arantes prossegue dizendo que Charriére tatuou a famosa “Papillon” após a idéia de “roubar” a obra de Belbenoît, nos anos 60, se não me engano. MAS… no processo de 1931 Charrière é tratado como Papillon, ou Papillon pouce coupé (polegar cortado). No Jornal Le Matin de 27 /10/ 1931 (possuo uma cópia amarelíssima, original) a manchete foi “CHARRIÈRE-PAPILLON CONDAMNÉ A PERPETUITÉ (Charrièrre-PAPILLON (!!!!) condenado a trabalhos forçados perpétuos!) Quanta baboseira! Betîses!!

    Pior ainda, diz que Henri nunca esteve em El Dorado pois achava que era uma ilha. Aí, extrapolou na ignorância, revelando que só leu tradução, não o original, naturalmente. Ninguém pode explicar a este senhor que a tradução em portugues de “ Île pénitenciaire” siginifica “COMPLEXO PENITENCIÁRIO nada tendo a ver com uma ILHA propriamente dita? Este sr embarcou nesta querendo dar uma de Villiers, defensor ardoroso do Estado e justiça franceses e tentou “épingler”(cravar, alfinetar, e neste caso desmascarar) a Charrière? Ele fez pior do que acusa a Charriére, escreveu livros PARA ganhar dinheiro, tout de même (da mesma forma)!!! Mas,escrevendo “sego”,”palitó”, entre outras pérolas…

    Agora,o golpe de mestre: acusa Charrière de repetir seus cadernos até decora-los, pois não sabia a história de vida de outrem. Mais uma vez, faltou leitura do original. Ele declamava, pois gravou os cadernos antes de escreve-los. Ele usa uma frase de uma página logo anterior (baseio-me agora na versão em portugues, utilizada por ele), a saber “… acabei em janeiro de 1968. Leio tantas vezes os cadernos que tenho em casa, em cima da secretária, que quase os sei de cor”. Mas Charrière diz LOGO na página seguinte que :”Os cadernos eram só meus.Vinham de minha mão. Escrevi-os em um transe. Ninguém pode fazer de novo da mesma forma esta minha letra tão peculiar; nestes rabiscos só eu POSSO DECIFRAR SEM HESITAR POR UM SEGUNDO AS FRASES QUE FALAM DE MINHA VIDA PASSADA,E QDO AS LANCEI AO PAPEL REVIVIA COM TAL INTENSIDADE O PASSADO QUE NÃO AS ESCREVIA, ESTAVA NELAS, VIVIA-AS”.

    Mas o Sr Arantes se utiliza de uma artimanha bastante comum, que é focalizar apenas uma parte e não o todo. SIM, Charrière sabia quase de cor DA FORMA ESPECIFICA que ele havia primeiro gravado e depois passado para o papel, mas quem lê a página seguinte, omitida pelo Sr Arantes, percebe de imediato o “engôdo”, a tentativa de manipular o escrito. Que sujeira com Henri Charrière !!Claro que há muitas discrepâncias, Ele se apropriou de algumas experiências de outros, (saco de cocos a partir da île du Diable foi tentada por um prisioneiro RUSSO) (!!!) algumas ele mesmo AFIRMA serem de outros (antropófagos, o árabe jogado ás formigas), outras o editor Laffont pediu para suprimir… Estes fugitivos esquivavam-se de reconhecimentos, nomes verídicos. Temos que considerar seus receios de serem pegos de novo pela justiça francesa, principalmente por que a maioria abstinha-se de fazer a doublage, obrigação de ficar em territótio Guianês pelo mesmo tempo da pena após te-la cumprida, o que os remeteria de volta à cadeia na França, uma vez que a Colônia penal guianesa já estava inativa, mas seus crimes nem sempre estavam prescritos. Falhou …, ”monsieur” Arantes. Excusez-moi…

    1. Equipe Blog disse:

      Caro leitor,
      É reservado ao autor a responsabilidade por suas teorias. O tema de Papillon faz parte das histórias que correm pelo estado brasileiro de Roraima.
      Estamos à disposição para possibilitar o debate!
      Atenciosamente,
      Equipe Blog Teresa

  4. Platão Arantes disse:

    Seria interessante que esses que me criticam assumissem suas identidades como tenho feito desde o inicio!

    Mesmo tendo provado que Henri Charrière foi o maior farsante da literatura mundial, e que o verdadeiro Papillon (René Belbenoit) escritor de diversos livros viveu e foi sepultado na vila do Surumú: As provas estão aqui: – http://plataopapillon.com.br/papillon/index.php?option=com_content&task=view&id=1&Itemid=1 A Policia Federal é uma instituição seria não publicaria uma prova dessa se não fosse verdade. Como podemos observa estou provando cientificamente, sugiro a essas pessoas que o querem desacreditar-me que desmintam primeiro os peritos da Policia Federal

    Com tantas provas mesmo assim continuo sendo ameaçado, ainda existem um grande medo de descendentes daqueles que passaram informações para que Papillon e seus amigos assaltassem a JG de Araujo, outros temem que descubra os nomes daqueles que ao longo dos anos ajudaram a roubar o patrimônio da JG, tais como fazendas gados etc., daí tentam desacreditar-me a todo custo, mais a verdade esta nos cadernos que deram origem aos livros Papillon e Banco encontrados em Caracas.
    Foram 16 anos de investigação, confira: http://www.agbook.com.br/book/42514–Papillon

    Por tanto há um dito popular que diz “Gato escaldado tem medo de água fria”, seria interessante que essas pessoas parassem de ameaçar-me.

    Platão Arantes
    plataopapillon@gmail.com
    0xx (95) 81129898

  5. Cristóvão disse:

    Soa-me a um conto de fadas, apenas vi o filme e gostei, sou português. Nada tenho que ver com o brasil. Se isso for verdade, é uma história que todas as pessoas deviam ter acesso, mas parece carecer de fontes, porquê? Porque quase ninguém sabe.

    Filme espetacular, muito bom. É preciso ter coragem para fazer tudo aquilo que se passou, já para não dizer outras coisas. Anos na solitária, leva uma pessoa ao desespero, não acredito que o filme seja todo baseada na realidade, pois é preciso ter juízo, para se ter juízo, é essencial mente sã e saudável. Numa prisão, ainda por cima situada numa ilha, requer uma mente brilhante para além dos dois últimos factores. Ele passou uns anitos numa solitária. Numa semana, as pessoas dariam em doidas. Acho que a história não está contada exatamente da forma como aconteceu.

    1. Teresa Surita disse:

      Cristóvão,

      Obrigada pela visita ao blog.
      Espero tê-lo outras vezes por aqui.

      Um abraço!

  6. André Neesken disse:

    Após um longo período sem retornar a este site, revisitei-o para ver se havia algum comentário sobre o que escrevi, e tive a grata surpresa de ver a manifestação do Sr Arantes, novamente afirmando ter PROVADO o que simplesmente não pode ser provado.

    Caro Sr Arantes : Charrière FOI um bagnard ! Ou não, caro senhor? Où-lá-lá !! A vida dele no Bagne da Guiana, mesmo com discrepâncias e algumas bravatas, NADA teve a ver com a vida de Belbenoît. O ESTILO literário dos livros “Papillon” e “Banco” é DIAMETRALMENTE oposto ao dos livros que são COMPROVADAMENTE de Belbenoît.

    No original “Papillon”ele foi aclamado pelo grande Jean-François Revel por ter eternizado a “littérature orale”, diferindo muito de” Dry Guillotine” e “ Hell on Trial” de René Belbenoît. Belbenoît sabidamente nunca esteve na Venezuela, não tendo portanto a menor lógica afirmar-se ser ele o autor de “Banco”, por exemplo . O senhor, aos olhos dos franceses , que conheceram Charrière , ainda nos anos 60, e sabem MUITO, repito, MUITO mais que o senhor, que sequer leu os originais,… beira as raias do rídículo.

    Agora, por favor, não tome isto como uma agressão pessoal. Não conheço o senhor, nunca o vi nem nunca verei, não tenho nem teria eu por que ter nada pessoal contra o senhor. Respeito o senhor como jornalista, fotógrafo e cidadão. Porém, tenho muita coisa contra o que o senhor escreveu contra Charrière.

    Encaminhei seus livros à família de Charrière, e à Academia Francesa de Letras. Não para que o senhor, pessoalmente, se tornasse alvo de escárnio, mas sim para O QUE o senhor AFIRMA se tornar, aí sim, alvo de escárnios, de achincalhes. É um direito da família de Charrière, e de quem o conheceu, como Catherine Deneuve, Claudia Cardinale, Simone de Beauvoir, Roger Vadim, Brigitte Bardot, Roman Polanski ,Johnny Halladay, Sylvie Vartan, Georges Simenon, Léo Ferre, o professor Jean Lemaire, presidente da ordem dos advogados de Paris, os eméritos professores de direito Baruk, Levasseur, Stancier, o conselheiro Sacotte e o lendário juiz Brunois, ou seja, a nata do Direito e da sociedade francesa do fim da relevante década de 60 .

    Quanto à Polícia Federal de meu país natal , caro senhor, é , SIM uma instituição seríssima, não há dúvidas, mas a PF EM NENHUM MOMENTO corroborou as sandices de seu livro. Corroborou, sim, que um ex-bagnard, talvez até alcunhado Papillon, foi sepultado em Surumu. ELE PODIA SER, SIM, UM “PAPILLON”. Em Montmartre, na década de 30, havia dúzias deles. Borboletas voam para onde querem, são símbolo de liberdade. O PRÓPRIO Charriére cita Papillon trompe-la-mort, Roger Papillon , Papillon Le Petit, Papillon Pussini e a ele próprio, para diferenciar-se dos outros, como Papillon pouce coupé, pois tinha um polegar cortado.

    O que me indigna sobremaneira é o senhor Arantes afirmar ter PROVADO que Charrière era um farsante baseado em diversas e destorcidas reflexões, inverídicas e sem nenhuma base real, como cito acima, em meu último e-mail.

    O leitor drdmt fez um comentário genial, dos mais pertinentes, e faço minha suas palavras : “Arantes poderia ter escrito uma história interessante sobre um outro prisioneiro, RENÉ SCHER, que viveu no Brasil e com certeza viveu também histórias semelhantes ou pode ter tido algumas das suas aproveitadas em Papillon”. Parabéns, drdmt, o senhor chegou ao âmago da questão!! René Scher, outro bagnard, que deve ter tido experiências tão interessantes quanto as de Charrière, e que talvez até fosse um outro “Papillon” de Montmartre, daria uma interessante história.

    Porém, quer me parecer que o Sr Arantes tem mais envolvimento com estas questiúnculas locais de Roraima, aparentemente ligadas a antigos assaltos, pistolagens, banditismo. Lastimo profundamente, no entanto não vejo em que tudo isto fundamenta seu encarniçamento em denegrir Charrière. Vou mais além, a flagrante ignorância do idioma francês e a não leitura dos originais, criaram argumentações risíveis por parte do Sr Arantes, como dizer que Belbenoît teria tirado o BEL de seu nome e posto no nome alegado de SUA MÃE, com se vê na antiga “modelo 19″ de Scher, sendo que Benoît é um nome comuníssimo aqui na França; que Charrière afirma Eldorado ser uma ilha, não sabendo que ilha penitenciária, em francês, significa complexo penitenciário, fora erros HEDIONDOS de interpretção, pois Charrière, saindo da prisão de Eldorado, diz olhar para trás, para 13 anos de cadeia, mas OBVIAMENTE se referindo a TODOS os anos de cadeia, e não a Eldorado, de onde saía após 2 anos. NÃO é culpa do tradutor para portugues, está claro como água limpa no contexto. ( Perdoem-me por repetir isto que já havia esmiuçado em meu e-mail anterior)

    Diga-se de passagem que eu, sendo filólogo-tradutor encontrei, naturalmente , pequenos erros e discrepâncias na versão portuguesa, que não comprometem o todo da obra, mas comprometem sim, alguém que queira basear-se UNICAMENTE em uma tradução para criar toda esta fantasia no intuito de desacreditar Charrière.

    Volto a afirmar, nada tenho contra o Sr Arantes, pessoalmente, mas, sabedor de certas evidências, conhecedor e estudioso da história do bagne francês, não posso calar-me e permitir que um meu compatriota publique estas sandices que muito me envergonham, posto que nosso sofrido povo por vezes já é mal visto em certos países aqui da Europa (injustíssimamente), como tem ocorrido em Espanha, para que um brasileiro dê mais razão para isto, atacando um homem que revolucionou o conceito de justiça em plena França de 1969 (!!!!!) com tantas reflexões infundadas, débeis mesmo, colocando-o como a maior fraude da história da literatura, o que , para o povo francês que conhece a história e para as pessoas que o conheceram, é um verdadeiro acinte.

    Uma última coisa, senhor Arantes : SE alguém ameaça o senhor, no estado de Roraima, PROCURE a POLÍCIA, mas desista de atacar um homem morto, sofrido, que nada fez senão tentar recompor -se de uma vida miserável no bagne. A Nossa polícia brasileira, considero-a uma das melhores do mundo , pois mesmo com todos os revezes , por vezes mal paga e mal equipada, e SE comparada às polícias dos países do (suposto) primeiro mundo, dá conta de seu recado com bravura e galhardia. Mire-se em seus exemplos, DENUNCIE se ameaçam V.Sra., mas deixe Charrière repousar em paz.

    Oportunamente, deixo aqui toda a minha gratidão , respeito e admiração não só pela digníssima Sra Teresa Surita, como também pela disponibilização deste site onde tive a oportunidade, eu, um brasileiro nostálgico e saudoso de seu torrão natal, de expressar minha opinião livre e respeitosamente sobre um assunto que me fascina, apaixona, e sobretudo tomar a defesa de um homem que, apesar de não te-lo conhecido pessoalmente nem ter vínculo nenhum com ele ou com os seus, e apesar de comprovadamente ter sido um “truand”, um marginal, não merece ser atacado INJUSTAMENTE, como aliás ninguém merece.

    1. Teresa Surita disse:

      André,

      fica o espaço para o debate respeitoso!

      Abraço!
      Teresa Surita

  7. Eduardo Knaecht, Blumenau-SC disse:

    Olá, chamo-me Eduardo e resolvi entrar neste debate para liquida-lo de uma vez por todas, de tal forma que quem entrar neste site, incluindo o Platão Arantes, verá com toda a clareza que suas teorias contidas em seu livro são equívocos da mais alta ordem. Muito simplesmente, Platão diz que o verdadeiro Belbenoit teria vindo para o Brasil, outro indivíduo teria tomado seu lugar e ido para os EUA,este que ficou no Brasil teria-se nomeado Rene Schehe e que este teria escrito Papillon e Banco que por sua vez teriam sido roubadas pelo Henri Charriere.
    Trata-se de um inominável absurdo. Há um site francês que o comprova, sem margem a dúvidas. Será que Platão não pensou que em 1969, com a celeuma criada pelo livro que colocava em cheque a justiça francesa, as coisas não teriam sido investigadas? Pois foram. Tanto que descobriu-se perfeitamente as histórias emprestadas de outros por Henri, algumas até a pedido do editor, seus exageros etc.
    A famosa revista Paris Match o levou à Guiana, a Trinidad, etc, onde ele reencontrou diversos personagens, tanto de Papillon quanto de Banco, foram todos fotografados juntos, e foram comprovadas as histórias, pelo menos boa parte delas, de ambos os livros, comprovando assim que aquela foi a vida de Henri Charriere e de ninguém mais . Este site portanto, com as fotos dele com seus personagens, sua história de vida desde a infância, etc , apenas detonam, pulverizam todas as teorias de Platão.
    O leitor Nesken está coberto de razão, mas pelo que entendi de sua primeira missiva, por morar na França há muitas décadas, esqueceu-se que fatos que são de domínio público, e relembrados por todos que vivenciaram os fatos de 1969-1972 , o são na França, não aqui no Brasil. Por isto foi possível a Platão levantar tão absurdas teorias.
    Portanto, sem querer ser um estraga prazeres em relação aos debates deste site, sugiro a todos, inclusive a equipe do próprio site, que explorem o site francês que homenageia Papillon. Há uma série de abas no topo da página, e embaixo, outras tantas, Papillon, galeries, biographie, etc. Na aba galeries, há todas as famosas fotos feitas pela Paris Match, onde Henri Charriere ( e não Belbenoit ou Schehe) aparece com alguns de seus personagens do livro Papillon, inclusos personagens chave do livro, que comprovaram ser verdades tais passagens da obra no que lhes dizia respeito. Por sinal que há também várias fotos dele com celebridades francesas da época, que acreditaram nele, por tudo ou quase tudo ter sido comprovado, celebridades estas citadas por Neesken, acima.
    Para quem não domina o idoma francês, como eu mesmo, bastará utilizar-se do google tradutor, copiar-colar. Explorem o site e vejam que seria totalmente impossível que Charriere fosse uma farsante, que o que escreveu em ambos os livros , por mais que contivesse exageros e algumas histórias de outros, o todo do livro é a vida dele, já que seus peronagens foram todos entrevistados em 1969 ou 1970, por argutos jornalistas da Paris Match, na presença do próprio Henri Charriere. Francamente, o Platão diz que pesquisou por 16 anos o assunto? Quem vai se enganar com isto? A quem ele pretendia enganar, ou o que pretendia? Acha, talvez, que as pessoas são débeis mentais? Que os franceses, que são os que mais desconfiaram de Papilllon em 1969, são cegos ou cretinos? Que nós, brasileiros, o somos? Charriere pode ter incluído experiências de outros, inventado algums, mas dizer que ele não escreveu tais livros é , no mínimo, um delírio.
    Quanto ao Platão, deixo-lhe uma citação latina, Vae victis, ai dos vencidos. Um grande abraço à equipe e à digníssima deputada, meus respeitos e desculpas pela extinção do debate à força de fatos inegáveis. Segue o link…

    http://www.henricharriere.fr/

    1. Equipe Blog disse:

      Eduardo,

      Obrigado pela visita ao blog e pelo comentário.
      Volte sempre!

      Um abraço!

  8. André Neesken disse:

    C’est magnifique !Superbe! Maravilhoso! Parafraseio com prazer o Sr. Platão Arantes, no jornal o Rebate (http://www.jornalorebate.com/colunistas2/pla1.htm) “- A (há) um dito popular que diz: – Mentiras tem pernas curtas, a (sic) um outro que diz: A verdade tarda mais(?) não falta “
    Não tenho, nem nunca terei palavras para agradecer ao Sr. Knaecht, da belíssima região sul de nossa amada nação que foi, definitivamente, mais objetivo que eu, e infinitamente mais contundente. Eu pequei por vários motivos, quis argumentar com Arantes o que não tinha argumentação, devido à obviedade da incongruência de suas teorias. Defendo o assunto com paixão, o que por vezes tira-nos a objetividade e inflama-nos, o que não aconteceu com o Sr. Knaecht, felizmente. E, sim, Knaecht está totalmente certo em sua avaliação. Simplesmente não ocorreu-me ,devido ao fato de que este site, entre outros meios de informação a respeito do assunto, é acessível por todo o planeta, que poderia provar indiscutivelmente que as teorias do Sr Arantes não procediam, eram absurdas.Bastaria, tão simplesmente,” linka-lo “. Após 33 anos na França, talvez eu já avalie as coisas do ponto de vista dos franceses, e aqui, os fatos estabelecidos sobre o que foi ou deixou de ser a história de Charrière são públicos e notórios, e não há francês com mais de 45 ou 50 anos que não saiba precisamente o que era mentira ou verdade em toda a história de Papillon. Porém, assumi que este mesmo conhecimento , esta mesma certeza estariam à disposição de meus conterrâneos, esquecendo-me que é uma história de um francês, sobre um suposto erro judiciário francês, com todos seus desdobramentos após o bombástico lançamento do livro em 1969 tendo tido como palco principal a França.
    Tentei contra argumentar o absurdo da afirmativa de Arantes que Charrière não teria estado em Eldorado, uma vez que Arantes aparentemente lá esteve, tirou fotos, inquiriu pessoas sobre a estada de Papillon, etc.,chegando a uma série de conclusões totalmente errôneas. Pois bem, aí está, no site fornecido por Knaecht, uma foto de Charrière com o “caporal” (cabo)Francisco Bolagno, o militar da prisão de Eldorado que muito o auxiliou quando de sua saída daquela prisão, personagem tanto de Papillon, quanto de Banco. Bolagno foi entrevistado pelos jornalistas da Paris Match que viajavam com Charrière, confirmando tudo que lhe dizia respeito nos livros, bem como Master Bowen em Trinidad, e na Guiana Julot (Jules Marteau) , Pierrot Le Fou, Badin, o relojoeiro, que quase foi guilhotinado por engano, entre outros . Penitencio-me profundamente por não ter percebido que estas entrevistas que confirmaram todas estas passagens do livro, ainda em 1969,de meu conhecimento há anos, possuíam a faculdade de implodir as teorias do Sr Arantes sem maiores discussões ou delongas .“Mea culpa”. Aliás, possuo diversas edições da Paris Match, da época, mas a citada com as entrevistas pela Guiana, Trinidad e Venezuela é a de 2 de agosto de 1969.Enfim, aí está, o resultado é o mesmo,e, como disse Knaecht, o link daquele site encerra este assunto , pois toda a teoria de Arantes baseava-se em René Scher ser na verdade Belbenoît ,que teria escrito ambos os livros “roubados” por Charrière. C’est fini. Mais uma vez obrigado ao espaço disponibilizado por este site, e ficam aqui também meus mais sinceros agradecimentos a Knaecht, que liquidou o assunto de forma objetiva, direta e incontestável.

    1. Teresa Surita disse:

      André,

      Obrigada pela visita ao blog.
      O espaço está à disposição para o debate.

      Abraço!

  9. Cláudia Marques disse:

    Adorei isto tudo. Acho que fica bem claro o que é verdade ou não. Tanto quanto eu saiba, até as entradas e saídas de papillon na prisão de Rio Hacha foram fotografadas pelo tais jornalistas , está no livro banco. Faltou apenas ficar uma pergunta no ar, a pergunta que não quer calar, quem foi o maior farsante da literatura mundial, então? creio que os leitores deste blog já responderam…abraços a todos!

    1. Teresa Surita disse:

      Cláudia,

      Obrigada pela visita ao blog.
      Volte outras vezes.

      Um abraço!

  10. Fernando- Rio de Janeiro disse:

    Saudações a todos.

    Adoraria deixar um comentário sobre respeito / falta de respeito. Aprendemos todos , quando razoavelmente bem educados, que deve-se respeitar a todos para sermos respeitados. E que com isto daremo-nos ao respeito. Muito bem. Faço algumas perguntas, depois de ter lido os interessantes e-mails de André e de Eduardo e visitado o site que este último indicou.

    O Platão Arantes, depois de 16 anos de pesquisas, nunca topou com as fotografias que comprovaram a maior parte da historia do Papillon? Se topou, por que não retrocedeu em suas afirmativas lastimáveis, mesmo que apenas para não expor-se ao ridículo? Não terá ele desrespeitado profundamente o finado Charriere, chamando-o de maior farsante da história da literatura, quando ele mesmo escreveu livros que agora, depois de Eduardo e seu site sugerido, são farsas comprovadas? Não terá ele desrespeitado a todos nós, brasileiros, uma vez que seu livro é em português e foi lançado no Brasil? Não terá ele desrespeitado a inteligencia de todos, levantando tanto falso na maior desfaçatez ?

    Ele agrediu não só nosso bom senso e discernimento, mas também a um homem morto que não pode se defender, e a fatos que são conhecidos há muitas décadas. Porque? Com que direito? Com que escusas intenções?

    Comprei o livro deste cavalheiro, lamentavelmente, há pouco mais de um ano,por indicação de um amigo, que inclusive passou-me este link de debates neste blog, ainda ontem, e por ter me interessado pelo assunto. A princípio, conhecedor de ambas as obras de Papillon e de uma do Belbenoit , achei estranhíssimas suas afirmações . São livros diferentes demais, de estilos diferentes demais!

    Agora, sinto-me lesado e desrespeitado na minha inteligencia e boa fé. Comprei o livro “Papillon: o homem que enganou o mundo” supondo ser um livro sério, baseado em uma pesquisa abalizada, com fundamentação em fatos reais, e não um amontoado de suposições mais que mirabolantes baseadas em histórias da carochinha do interior de Roraima, onde, de fato, viveram alguns prisioneiros da Guiana, incluindo alguns até citados por Papillon em Banco.

    Mas daí a criar uma quimera, de que um tomou o lugar do outro, escreveu livros que um terceiro roubou para lançar na França…principalmente quando isto tudo, como realmente ocorreu, está até muito bem explicado em Banco…

    O livro Banco foi um livro emblemático. Após a grita por ter-se descoberto que nem todas as histórias de Papillon eram de fato dele, no livro do mesmo nome, o livro Banco foi escrito a pedido do editor Laffont, como uma redenção para o livro Papillon.

    Ficou estabelecido, pelo próprio Charriere, por Laffont e por Castelnau, escritor e funcionário de Laffont, que o livro Papillon continha por volta de 80% de experiências suas, verídicas. Porém,nunca houve nenhuma contestação do livro Banco, nem sequer uma linha. E , do meio para o final de Banco, ele conta com pormenores tudo, absolutamente tudo, desde sua infância, passando inclusive pelo processo de 1931, apenas não retornando ao período de prisão, e dando um pulo para o nascimento do livro e todos os fatos que se passaram após o lançamento.

    Agora, vejamos, ele estava escrevendo entre 1971 e 1972, entre Fuengirola, Espanha e Caracas, Venezuela, fatos passados apenas 2 a 3 anos antes!! Não poderia mentir. E lá descreve (para quem não leu ou não tem acesso a Banco) programas de televisão importantes do qual participou, encarando de peito aberto o público francês, as grandes revistas com suas entrevistas, o jornal France-Soir, o Canard Enchainé, a Elle, o Figaro Littéraire, O Nouvel Observateur, rádios Europa 1 e Luxembourg…

    Nenhum escritor foi mais investigado, escutado, duvidado, aclamado do que Papillon. E prossegue, contando, verdadeiramente, uma vez que eram fatos recentes, e seriam imediatamente contestados se não o fossem, sua aparição e entrevista ao vivo no “Convidado de Domingo”, de Gaston Bonheur, a visita do Major Péan, o da Conciergerie, do livro Papillon, que foi levado ao vivo em um programa de televisão,na Suiça, e confirmou (mais) esta passagem de Papillon,sua amizade com o grande poeta francês Jacques Prévert, com Charles Chaplin , os dois jornalistas da Paris Match que o procuraram em Caracas, poucos meses depois de Papillon lançado, e o levaram em peregrinação à Guiana Francesa, Trinidad e Georgetown, na antiga Guiana Inglesa, onde encontraram os personagens das fotografias do site sugerido por Eduardo, e principalmente, pasmem, que durante esta peregrinação FORAM FOTOGRAFADOS SEU NOME, DATA DE ENTRADA E SAÍDA DO PRESÍDIO DE ELDORADO. Está lá! Ele não mentiu, nem poderia, foi tudo fotografado.

    Que outras histórias levianas o senhor Platão haveria de inventar?? Eu só me absteria de pensar de Platão o pior possível se ele me provasse que desconhecia as fotos e a história dos jornalistas que arrastaram o Papillon pra aquela viagem a seus locais de prisão e fugas, inclusive a de Eldorado, que ele tanto apregoa como tendo sido uma farsa de Papillon, e agora… vejo no site foto de Papillon com o militar de Eldorado, personagem dos dois livros, que ao que consta foi entrevistado por estes sagazes jornalistas, sequiosos de encontrar discrepâncias na historia de Cahrriere, o que pelo visto não encontraram, ainda na época, com aqueles fatos dos livros ainda bem recentes.

    Toda esta história da peregrinação de Papillon e dos jornalistas está pormenorizadamente descrita por Papillon no terceiro terço do livro Banco,basta ler o livro, e agora as fotos, que eu nunca tinha visto, o comprovam sem possibilidade de dúvidas.

    Mas, depois de 16 anos de pesquisa sobre este assunto, como Platão me provaria desconhecer tudo isto? Como Platão pôde distorcer tanto esta história? Será que eu preciso dizer o que acho de Platão? Acho que não, né , nem seria o caso, seria extremamente deselegante e desnecessário, face ao exposto aqui, neste blog, como também seria *desrespeitoso*.

    Mas, fica aqui registrada minha mais profunda indignação e meu desabafo.

    1. Teresa Surita disse:

      Caro leitor,

      Esse é um assunto que gera muitas paixões!
      É reservado ao autor a responsabilidade por suas teorias. O tema de Papillon faz parte das histórias que correm pelo estado brasileiro de Roraima.
      Estamos à disposição para possibilitar o debate!

      Atenciosamente,
      Equipe Blog Teresa

  11. Roberto Alves Moreira São Paulo disse:

    Nooossa!! E agora, Platão?? vai continuar afirmando que o papi era um farsante? Defenda-se ou retrate-se publicamente…

    1. Teresa Surita disse:

      Caro leitor,

      Apesar das paixões geradas pelo assunto, nosso blog não pode servir para disputas, pessoais, institucionais ou profissionais.

      É reservado ao autor a responsabilidade por suas teorias. O tema de Papillon faz parte das histórias que correm pelo estado brasileiro de Roraima.

      Estamos à disposição para possibilitar o debate!

      Atenciosamente,
      Equipe Blog Teresa

  12. HAROLDO disse:

    Logo no princípio percebi que o Sr Platão não tinha conhecimentos à cerca do personagem Papillon e de sua História. Há tempos sugeri ao Sr Platão que pesquisasse se Henry possuía as tatuagens quando de sua prisão.Papillon estava estudando para ser engenheiro,quando ocorreu de enterrar um compasso bem próximo ao coração em colega de escola. Ai sim, ingressando na marinha é que ele convivendo com a sucia da malandragem molda-se aos elementos com quem convivia.Acredito piamente nos relatos e nas narrativas dos livros, apaixono-me a cada relida. A proposito o livro Banco não se refere a um roubo a um banco, mas a uma expressão do jogo de baralho nas ilhas, somente para esclarecer ao sr Platão.
    Felizmente Papillon não morreu acorrentado pelos pés, lutou por sua liberdade.
    Abraços.
    Obrigado a Eduardo e ao Andre por esclarecimentos.

  13. Raquel, Guarapari-ES disse:

    Gostaria de saber por que Platão afirma que a Polícia Federal o auxiliou a provar algo. Pelo que vi e li, um software teria demonstrado que o rosto do René Schehe naquela velha carteira, por sinal toda equivocada, seria o rosto envelhecido de Belbenoit. Isto quando qualquer um vê, a vista desarmada, que aquele simpático personagem nas ruas de Nova York parece irmão gêmeo daquele de uniforme listrado na ilha de Royale… Mas o que tem isso a ver com Charriere??? Platão afirma : HENRI CHARRIÈRE FOI O MAIOR FARSANTE DA LITERATURA MUNDIAL ,Laudo da Polícia Federal confirma! Confiram em http://www.plataopapillon.blogspot.com.br/
    Trata-se de alguma brincadeira de mau gosto, ou piada?? Onde está a ligação? como ele fez tal inferência? Como pode-se fazer tal hilação impunemente? Seu ponto não era tentar provar que o René de Surumú seria Belbenoit ? Por que então atribuir-lhe os livros de Charriere? Parece-me que ele nem sequer leu Papillon e Banco, caso contrário nem ousaria afirmar tais disparates. Fica mais que claro no site que o leitor forneceu acima, que os franceses levaram tudo isto a sério, investigaram….. E mais claro ainda que aqueles já lendários personagens o conheciam e confirmaram suas estórias. Mas isto foi há 43 anos!! Quem pega uma narrativa devidamente comprovada, já de há quase meio século, e tenta distorcer desta forma? Que vergonha, que lástima!
    Os leitores deste blog, pelo que vejo pessoas cultas e bem educadas, devem ter notado que a afirmativa de Platão que Charriere teria sido o maior farsante da literatura mundial BATE DE FRENTE com aquelas fotos, com aquele site como um todo. E então? As fotos são falsas, hein? Aquele site é um embuste, talvez? Nos sites onde Platão fala de seu livro e de suas “””pesquisas”””, diz que os manuscritos foram enviados do Brasil para Charriere. Onde há provas disto? E além disto, o que restou de Schehe? Só a carteira velha e absurda, com nomes que nem poderiam ser de um francês, como Evangelista , ou NAECISSE ? E foi “bem“datilografada, pois seu sobrenome aparece como SCHEHE e o de seu pai SCHHR… isto não existe ! Não há lingua na face da terra que utilize-se de dois “H”, seja esta letra aspirada ou muda .E , convenientemente, ele diz que tudo o que pertencia a Schehe teria sido queimado pela suposição de que ele teria tido doença contagiosa. Diz que Charriere trabalhava como estivador no porto quando “recebeu” os manuscritos … ele, que foi dono de vários bares e nightclubs em Caracas…Belbenoit, que já tinha lançado dois livros na vida, ajudado por OBSCUROS escritores dos EUA, resolveu “enviar” seus manuscritos para outro marginal lança-los?? Aonde? Na Venezuela??
    Bom, falta esperar as explicações do autor… quem sabe ele saiba mais que os franceses, que aqueles jornalistas da Paris Match, que os leitores deste blog, talvez ele saiba mais desta história do que Belbenoit , Schehe e Charriere juntos.
    Tenham a santa paciência… poupem-nos destes despautérios infantis…
    Abraços a todos!

    1. Equipe Blog disse:

      Raquel,

      Esse é um assunto que gera muitas paixões.
      É reservado ao autor a responsabilidade por suas teorias. O tema de Papillon faz parte das histórias que correm pelo estado brasileiro de Roraima.
      Fica o espaço para o debate respeitoso.
      Estamos à disposição para possibilitar a discussão.

      Atenciosamente,
      Equipe Blog Teresa

  14. Marcos Salgueiro disse:

    Caros Senhores,
    sou grande admirador da obra de Charriere é uma pena que um comentário como este venha partir justamente do Brasil, considero uma brincadeira de muito mau gosto ou uma Piada sem Graça !

    Sem mais comentários, um verdadeiro absurdo.

    1. Equipe Blog disse:

      Caro leitor,

      Esse é um assunto que gera muitas paixões.
      O tema de Papillon faz parte das histórias que correm pelo estado brasileiro de Roraima.
      Estamos à disposição para possibilitar o debate.

      Atenciosamente,
      Equipe Blog Teresa

  15. Antonio Donizette disse:

    Caríssimos, li na minha infancia várias vezes o livro Papillon e Banco apenas uma vez. O que me anima é ver uma discussão educada, esclarecedora e alto nível em torno de um asunto que representa CULTURA, coisa meio esquecida em nossos jovens hoje. Hoje querem internet sem conteúdo e drogas. Todo jovem devia ler Papillon e Foge Nick foge… Parabens a todos e a Deputada Teresa.

    1. Teresa Surita disse:

      Antonio,
      Obrigada!

      É uma história fascinante e que gera muitas paixões.
      Fica o espaço para o debate.
      Estamos à disposição para possibilitar a discussão.

      Obrigada pela visita ao blog.
      Esperamos tê-lo outras vezes por aqui.
      Um abraço!

  16. Mariano Amaral disse:

    Olá a todos… Foi com enorme tristeza no coração que pude tomar conhecimento de que um Brasileiro, sem noção, com o puro intento de apenas vender livros, tentou manchar uma das maiores peças de leitura que já pude ter nas mãos: Papillon. Já é a quinta vez que leio este livro, e estou iniciando meus filhos na sua leitura. Como um ser humano (?) como este Senhor Platão Arantes, teve a coragem de atacar uma pessoa que já se encontra morta e portanto, sem condições de se defender? Para mim, mostrou personalidade igual à dos carrascos que julgaram, condenaram e fizeram cumprir a pena de Henri Charrière. Acabei de ver todo o site que foi indicado logo acima, e realmente, este Senhor Platão deveria, para o bem de sua pobre biografia como ser humano, fazer urgentemente uma retratação pública, principalmente aos que compraram os seus livros. Melhor ainda, tome uma decisão de ser verdadeiro ser humano, digno, e devolva a todos os que compraram o dinheiro pago. Que tristeza.

  17. Cláudio Siqueira disse:

    Saudações! Eu adoraria dar uma de “advogado do diabo” e defender Platão, conquanto pareceu-me interessante e pertinente a possibilidade de Belbenoit ter por algum motivo oculto trocado de lugar com um de seus pares, o tal René que faleceu na vila de Surumú. Porém…infelizmente, a posição do Sr Platão tornou-se rigorosamente indefensável uma vez que ao invés de enfatizar e focar na questão dos Renés, preferiu patir para o sensacionalismo, mercantilista, de detonar Charrière…carregou na mão, deu-se mal…sequer pesquisou o próprio Charríere, sucesso mundial indiscutível, e que portanto, até pela lógica, foi contestado, investigado, logo na época do lançamento de Papillon. Acredito que Platão tenha ouvido mentiras, contadas por estes ex-marginais que encontravam-se em Roraima, ou pelos que conviveram com eles, e talvez invejosos do sucesso do ex- companheiro detento…ou talvez tendo compartilhado algumas das aventuras, ou tendo vivido outras tantas…é bem humano, ressentiram-se, contaram bravatas, afinal, se Charriere foi tão prisioneiro quanto eles, teve experiências como as deles, fugiu como eles…que diabos, por que não haveriam eles também de lucrar algum…nem que fosse em admiração dos que os cercavam, talvez ganhar um “BANCO” em suas vidas sofridas…Mas o Sr Platão, como jornalista e pesquisador que intitula-se, sequer deu-se ao trabalho de pesquisar profundamente os livros Papillon e Banco, descobrir o que falou-se, o que era verdade ou mentira, a posição atual da história dele na França e entre o povo francês, limitou-se a ouvir estórias que contavam sobre um Papillon local, o que é possível dado ao número de “borboletas fujonas” oriundas da Montmartre do início do século XX, fez uma “hiperligação dinâmica” – Schehr é Belbenoit que escreveu dois livros, soma-se ( “furta-se” ) os da autoria de Charrière, entroniza-se o grande René “Schehhere” das couves como o grande autor de 4 obras fantásticas, e ponto final. Legal. Meus netos diriam “manêro”. Todavia, com esta pequena falha na responsabilidade das pesquisas e informações a serem passadas, Platão conseguiu transformar livros que ele gostaria de categorizar como “jornalismo-verdade” em obras da mais delirante FICÇÃO, já que a partir dos títulos ” “A Farsa de um Papillon – A História que a França Quer Esquecer” e “Papillon: o homem que enganou o mundo” , nota-se de imediato o aspecto ficcional dos livros, desde que tornamo-nos cientes de fatos que contestam, a priori, ATÉ MESMO seus títulos…uma pena. Abraços a todos!

  18. Rui Silva disse:

    Acabei de ver o filme que passou na TV em Portugal. Já tinha lido o livro algumas vezes na juventude e na verdade todas aquelas historias de sofrimento e em simultaneo de força, convicção e luta pela liberdade, deram-me animo e foram uma fonte de inspiração ao longo da minha vida na luta contra as adversidades.
    Quando agora , tomei conhecimento da teoria de Platão, fiquei estarrecido e incrédulo, afinal, o meu heroi da adoloscencia èra uma farsa??
    Depois li com atenção a contra-teoria do Sr Nelson e do SR kanaecht e sinceramente fiquei aliviado, porque parece que tudo está reposto no seu devido lugar. E se assim for, é no minimo caricato que um actor que pretende desmascarar outro, escreva um livro e acaba por ele próprio incorrer no próprio crime!

    1. Equipe Blog disse:

      Rui,

      Esse é um assunto que gera muitas paixões!

      É reservado ao autor a responsabilidade por suas teorias. O tema de Papillon faz parte das histórias que correm pelo estado brasileiro de Roraima.

      Estamos à disposição para possibilitar o debate!

      Um abraço!

  19. Jorismar Pereira Da Cruz disse:

    Amigo Platão Arantes, por diversas vezes tentei comunicar com o senhor, mas não obtive sucesso, portanto, tento mais uma vez.
    Sou professor de Geografia, da cidade de Montes Claros em Minas Gerais e gostaria e muito de obter o seu livro, mas na cidade ainda não chegou, portanto, venho publicamente, se possível, você enviar de presente, prá minha família. Desde já agradeço e parabenizo pelo trabalho.

    - Jorismar Pereira Da Cruz
    - Rua Ardósia Nº 53
    - Bairro Monte Carmelo 2
    - Cidade de Montes Claros – Minas Gerais

  20. Cládio Luís do Nascimento disse:

    Saudações a todos! Tenho acompanhado, já há um bom tempo, esta questão de Papillon, livro que li na juventude. As conclusões a que cheguei : É possível, como afirma Platão, que o René Scher de Surumú, fosse o Rene Belbenoit? Creio ser possível , pois não há PROVAS em contrário. É possível que o Henri Chariere fosse um farsante ? IMPOSSIVEL. No entanto, Platão não admite o erro, mantendo uma calúnia de pé. Como poderia o Charriere ter adulterado os manuscritos de Rene? Tanto Scher com Belebenoit NUNCA estiveram na Venezuela. Alguns personagens de Papillon, que aparecem AO LONGO da narrativa são vistos em fotos com Charriere e confirmaram as passagens escritas. Como, então, ele colocaria pessoas que conheceu e vivenciou experiencias conjuntas DENTRO DE UMA NARRATIVA DA VIDA DE OUTRO HOMEM??? Como seria possível ESTE tipo de adulteração? Ele teria então pego a narrativa da vida e experiencias de alguem e ali incluiu um monte de pessoas da VIDA DELE, CHARRIERE na narrativa do outro? Conta outra! Abraços!

    1. Equipe Blog disse:

      Cláudio Luís,

      Esse é um assunto que gera muitas paixões!
      É reservado ao autor a responsabilidade por suas teorias. O tema de Papillon faz parte das histórias que correm pelo estado brasileiro de Roraima.
      Estamos à disposição para possibilitar o debate respeitoso.

      Atenciosamente,
      Equipe Blog Teresa

  21. João Vicente Rebello Sales Filho disse:

    Olá,ao ler ontem a postagem do Sr Cláudio Nascimento e após tudo o que eu dispunha ter sido devidamente
    lido e estudado,não contenho-me em opinar sobre este assunto,tendo eu observado que foi tocado
    um ponto crucial, ponto este que demonstra plenamente toda a incongruência de uma grande parte do que afirma
    o autor, Sr Platão; Logo, para complementar, sigamos um raciocínio básico,elementar e direto:
    SE Charriere foi um farsante, então EM CONLUIO E PARCERIA COM ELE também o foram Master Bowen,
    advogado de Trinidad; Francisco Bolagno Utrera,cabo quando da saída de Charriere-Papillon da
    prisão de Eldorado,amigo de Charriere de uma vida inteira, acabando sua carreira como coronel do
    exército nacional Venezuelano; Pierrot le Fou, típico escroque parisiense da década de 1930,
    assim como Julot, e o relojoeiro saboiano Badin, etc. Eles leram o livro. Situaram-se na estória.
    Foram entrevistados,fotografados com Charriere, corroboraram o todo de suas participações nas
    circunstâncias específicas das aventuras narradas no livro.
    Agora vejamos : Platão TEORIZA que os livros Papillon e Banco (o último todo passado na Venezuela!!)
    seriam da autoria de Belbenoit/ Schehe e adulterados por Charrière…COMO? Como, então,seria POSSIVEL
    que aqueles indivíduos entrevistados pela Paris Match APÓS o lançamento de Papillon, na França,
    corroborassem circunstancialmente as passagens do livro nas quais aparecem, SE aquilo ali retratasse a vida
    de Belbenoit/Schehe? Como eles não notariam que TUDO que ali estava escrito não descrevia fielmente
    as CIRCUNSTÂNCIAS ESPECÍFICAS de seus relacionamentos com Charrière ?
    Como,COMO, Sr Platão,responda-nos, é sequer remotamente possivel que o ex-marginal Henri Charriere,
    o dito Papillon, tenha realizado a proeza de apropriar-se de uma estória escrita em outro país,da vida de um
    determinado sujeito, adaptado-a com a inclusão dos individuos que ele ,Charriere, conhecera ao longo
    de sua saga e eles tenham aquiescido com tal farsa?? E então, após lançado Papillon, jornalistas experientes
    os entrevistam e eles reconhecem,na “maquiada” história de vida de Belbenoit/Schehe suas próprias passagens
    de vida onde conviveram com Charriere-Papillon?? E quanto a suas histórias de família, a descrição de seu
    processo e julgamento, os locais onde ele comprovadamente ficou encarcerado,ao longo de ambos os livros,
    seriam também da vida de Belbenoit/Schehe “adaptadas” para a vida de Charriere???
    Não teria sido então mais simples Charriere ter REALMENTE escrito a SUA PRÓPRIA história de vida, ao invés de
    surrupiar a de outrem e ter que modifica-la quase que integralmente??
    Que sentido possivelmente há nisto? Que nexo há nesta estória de Platão,SOBRETUDO SEM PROVAS, sequer remotas,
    desta hipérbole teórica inventada,que contraria até à lógica e ao mais simples bom senso??
    Portanto,por gentileza, aqui registre-se meu mais veemente apelo para que o autor digne-se a explicar-nos
    (nosso direito, como leitores pagantes) tais contradições e incoerências flagrantes e absurdas de suas teorias.

    1. Equipe Blog disse:

      João Vicente,

      Esse é um assunto que gera muitas paixões!
      É reservado ao autor a responsabilidade por suas teorias. O tema de Papillon faz parte das histórias que correm pelo estado brasileiro de Roraima.
      Estamos à disposição para possibilitar o debate respeitoso.

      Atenciosamente,
      Equipe Blog Teresa

  22. Claudio Marques disse:

    Saudações, sou um grande admirador das obras de Charriere,tenho os 2 livros(Papillon e Banco) e também o filme,que já assisti varias vezes.Ano passado consegui comprar o livro de René Belbenoit “A Ilha do Diabo”.
    Comparando os autores após várias leituras,chego a conclusão que não tem nada a ver um autor do outro,pode até ter algumas passagens parecidas,o que seria perfeitamente normal,mas a maneira de escrever é bem diferente.Fico com a mesma opinião do André Neesken e de outros:Acho que o Sr.Platão se precipitou nas conclusões,continuo acreditando na plena autoria de Charriere.Aproveitando,gostaria de saber se alguem sabe o que aconteceu com Dega?e se a filha de Papillon ainda vive?um abraço a todos.e parabéns ao Blog.

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